sexta-feira, 3 de abril de 2009

Conto do Trem




Havia três anos que eu não visitava minha família na cidade em que nasci, São João Del Rei. Naquele fim de semana quente de Fevereiro resolvi tomar o trem que saía pontualmente as 16:30h da estação central de Belo Horizonte.

Viajar de ônibus era melhor, tinha ar condicionado e a viagem durava uma hora a menos que o trem, mas eu era apaixonada por aqueles trilhos, o vagão principal era muito aconchegante e a vista da serra era maravilhosa.

Entrei no trem e muitas lembranças boas tomaram conta de mim. Todas as minhas aventuras com Pedro começaram naquele trem. Pedro foi o meu único namorado até hoje.
Meu primeiro beijo, a primeira transa e o primeiro orgasmo foram com ele.

Um dia após quatro anos de namoro, ele me chamou para morar em Belo Horizonte, assim eu faria o curso de Moda na faculdade e ele ganharia mais trabalhando no escritório de advocacia do seu Tio. Passamos um ano vivendo juntos antes do acidente que o tiraria de mim. Pedro gostava muito da moto, e mesmo ganhando muito bem para comprar um carro insistia na moto sempre alegando que era melhor ter o vento batendo no rosto e a liberdade. Um dia a moto perdeu o controle e eu perdi Pedro para sempre.

Meia hora dentro do vagão vazio e o trem fez a única parada após a estação central.
Na hora que a porta se abriu percebi que a figura entrando no trem era familiar. O rapaz moreno de olhos acesos veio na minha direção e sentou-se. O vagão era grande e estava vazio, mas não me incomodei com a sua presença no banco ao meu lado.

-Cris, você lembra de mim, Beto, irmão da Simone?

Simone até hoje é a minha melhor amiga. Nunca perdemos contato, mesmo depois que eu fui morar em BH. Só não nos encontramos com tanta freqüência.

-Nossa Beto, como você tá diferente... Virou um homem...

-Tem um ano que eu me mudei. Vim estudar Educação Física na Católica...

-Você era um garoto muito endiabrado, dava muito trabalho pra gente. Lembra o dia que nos pegou fumando maconha no quarto da Simone? Fez o maior terrorismo dizendo que ia contar pro seu pai e a coitada da Simone teve que aceitar todas as suas chantagens infantis...

-Eu era um moleque chato mesmo... Mas das amigas da Simone você era a que eu mais gostava. Lembra um dia que eu queria tomar banho de rio e a Simone não quis ir? Você me levou e entrou no rio pelada... Fiquei louco, você me tirou muitas noites de sono, virou meu amor platônico. Já era a garota mais linda de São João Del Rei e ainda por cima nua só pra mim! Eu vivia dizendo pros garotos da rua que você era a minha namorada...

-É mesmo? Não sabia que você gostava tanto de mim... Você era safadinho, em? Eu pedi pra se virar e não me ver sem roupa...

-Você acha que eu ia deixar de te observar? Quando voltei pra casa, ainda “bati uma” pensando em você, linda, nua dentro do rio. Não vou esquecer nunca, o momento mais erótico da minha adolescência... Aquele papo tava ficando muito quente, achei melhor pedir licença pro Beto e ir mijar na cabine da frente.

Dentro do banheiro eu pensava como o Beto se transformou num cara interessante... Depois de muito tempo me senti viva de novo. Fiquei com muita vontade. Dois anos sem sexo e acabei virando uma idiota tarada! Eu precisava me controlar...

Quando voltei ao banco, o Beto se levantou para me dar passagem. Nesse momento acabamos nos esbarrando e o beijo foi inevitável. Fazia tempo que eu não sentia aquilo! As minhas pernas começaram a tremer. Ele viu que eu gostei do beijo e atravessou seus braços fortes na minha cintura...

Fui ficando mais louca. Beto desceu a boca pelo meu pescoço e passou a língua dentro da minha orelha, as vezes dando uma mordidinha na ponta. Nessa altura ele ficou mais atrevido e desceu a língua pela entrada da minha blusa.

- Beto, a gente não pode! Já pensou se entra alguém no vagão?

-Cris, não tem ninguém no vagão da frente, e ainda falta uma hora pro trem chegar...

Não faz assim comigo. Eu to com muita vontade, e além disso vou realizar o meu sonho adolescente de te comer!!!

Não deu. Não consegui me controlar. Beto começou a desabotoar a minha blusa e a puxar a alça do sutiã. Quase desmaiei de tesão na hora que ele acariciou o meu peito. Em seguida, desceu sua língua quente em meu mamilo e me chupou com vontade feito um louco. Senti uma umidade entre as minhas pernas. Não mais resisti ao sexo.

Desci a minha mão pelo abdômen do Beto até o momento que encontrei um certo volume dentro da calça. Desabotoei o jeans bem devagar e encontrei uma ereção forte pedindo por minhas carícias. Seu pau era lindo! Não resisti em descer a minha cabeça pelo seu colo e começar a chupa-lo com vontade. Aquele pau enorme mal cabia em minha boca, quase explodi de tesão.

Beto arrancou a minha calcinha por baixo da saia. Com os dedos passou a me acariciar e ao mesmo tempo passava a língua em meu mamilo. Não agüentava mais, implorava para ele me comer logo! Ele me pôs de joelhos em cima do banco e me penetrou com força, ao mesmo tempo em que mordia o meu pescoço.

Já estava quase gozando quando ele pediu que sentasse em seu colo. Fui obediente e cavalguei com vontade em cima daquele pau. Passaram-se quarenta minutos em uma viagem muito tranqüila, Beto me fudeu de todas as formas possíveis. Gozei com seu pau, seus dedos e sua língua. Sem dúvida a melhor viagem de trem que já fiz.

Chegamos ao entardecer em minha cidade natal. Tudo parecia muito calmo. As luzes já se acendiam e o céu era uma mistura de um tom rosa acompanhando as primeiras estrelas da noite.

- Preciso de companhia para tomar um banho de rio amanhã. Aceita? – Perguntou Beto.

-Tá combinado!

Beto e eu nos despedimos como dois velhos amigos.Caminhei pelas ruas de São João Del Rei sentindo a brisa da noite em meu rosto, inclinei a cabeça para trás e enchi os pulmões de ar, como Pedro costumava fazer em cima da moto. Naquele momento, boas lembranças tomaram novamente o meu pensamento.

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