
Havia três anos que eu não visitava minha família na cidade em que nasci, São João Del Rei. Naquele fim de semana quente de Fevereiro resolvi tomar o trem que saía pontualmente as 16:30h da estação central de Belo Horizonte.
Viajar de ônibus era melhor, tinha ar condicionado e a viagem durava uma hora a menos que o trem, mas eu era apaixonada por aqueles trilhos, o vagão principal era muito aconchegante e a vista da serra era maravilhosa.
Entrei no trem e muitas lembranças boas tomaram conta de mim. Todas as minhas aventuras com Pedro começaram naquele trem. Pedro foi o meu único namorado até hoje.
Meu primeiro beijo, a primeira transa e o primeiro orgasmo foram com ele.
Um dia após quatro anos de namoro, ele me chamou para morar em Belo Horizonte, assim eu faria o curso de Moda na faculdade e ele ganharia mais trabalhando no escritório de advocacia do seu Tio. Passamos um ano vivendo juntos antes do acidente que o tiraria de mim. Pedro gostava muito da moto, e mesmo ganhando muito bem para comprar um carro insistia na moto sempre alegando que era melhor ter o vento batendo no rosto e a liberdade. Um dia a moto perdeu o controle e eu perdi Pedro para sempre.
Meia hora dentro do vagão vazio e o trem fez a única parada após a estação central.
Na hora que a porta se abriu percebi que a figura entrando no trem era familiar. O rapaz moreno de olhos acesos veio na minha direção e sentou-se. O vagão era grande e estava vazio, mas não me incomodei com a sua presença no banco ao meu lado.
-Cris, você lembra de mim, Beto, irmão da Simone?
Simone até hoje é a minha melhor amiga. Nunca perdemos contato, mesmo depois que eu fui morar em BH. Só não nos encontramos com tanta freqüência.
-Nossa Beto, como você tá diferente... Virou um homem...
-Tem um ano que eu me mudei. Vim estudar Educação Física na Católica...
-Você era um garoto muito endiabrado, dava muito trabalho pra gente. Lembra o dia que nos pegou fumando maconha no quarto da Simone? Fez o maior terrorismo dizendo que ia contar pro seu pai e a coitada da Simone teve que aceitar todas as suas chantagens infantis...
-Eu era um moleque chato mesmo... Mas das amigas da Simone você era a que eu mais gostava. Lembra um dia que eu queria tomar banho de rio e a Simone não quis ir? Você me levou e entrou no rio pelada... Fiquei louco, você me tirou muitas noites de sono, virou meu amor platônico. Já era a garota mais linda de São João Del Rei e ainda por cima nua só pra mim! Eu vivia dizendo pros garotos da rua que você era a minha namorada...
-É mesmo? Não sabia que você gostava tanto de mim... Você era safadinho, em? Eu pedi pra se virar e não me ver sem roupa...
-Você acha que eu ia deixar de te observar? Quando voltei pra casa, ainda “bati uma” pensando em você, linda, nua dentro do rio. Não vou esquecer nunca, o momento mais erótico da minha adolescência... Aquele papo tava ficando muito quente, achei melhor pedir licença pro Beto e ir mijar na cabine da frente.
Dentro do banheiro eu pensava como o Beto se transformou num cara interessante... Depois de muito tempo me senti viva de novo. Fiquei com muita vontade. Dois anos sem sexo e acabei virando uma idiota tarada! Eu precisava me controlar...
Quando voltei ao banco, o Beto se levantou para me dar passagem. Nesse momento acabamos nos esbarrando e o beijo foi inevitável. Fazia tempo que eu não sentia aquilo! As minhas pernas começaram a tremer. Ele viu que eu gostei do beijo e atravessou seus braços fortes na minha cintura...
Fui ficando mais louca. Beto desceu a boca pelo meu pescoço e passou a língua dentro da minha orelha, as vezes dando uma mordidinha na ponta. Nessa altura ele ficou mais atrevido e desceu a língua pela entrada da minha blusa.
- Beto, a gente não pode! Já pensou se entra alguém no vagão?
-Cris, não tem ninguém no vagão da frente, e ainda falta uma hora pro trem chegar...
Não faz assim comigo. Eu to com muita vontade, e além disso vou realizar o meu sonho adolescente de te comer!!!
Não deu. Não consegui me controlar. Beto começou a desabotoar a minha blusa e a puxar a alça do sutiã. Quase desmaiei de tesão na hora que ele acariciou o meu peito. Em seguida, desceu sua língua quente em meu mamilo e me chupou com vontade feito um louco. Senti uma umidade entre as minhas pernas. Não mais resisti ao sexo.
Desci a minha mão pelo abdômen do Beto até o momento que encontrei um certo volume dentro da calça. Desabotoei o jeans bem devagar e encontrei uma ereção forte pedindo por minhas carícias. Seu pau era lindo! Não resisti em descer a minha cabeça pelo seu colo e começar a chupa-lo com vontade. Aquele pau enorme mal cabia em minha boca, quase explodi de tesão.
Beto arrancou a minha calcinha por baixo da saia. Com os dedos passou a me acariciar e ao mesmo tempo passava a língua em meu mamilo. Não agüentava mais, implorava para ele me comer logo! Ele me pôs de joelhos em cima do banco e me penetrou com força, ao mesmo tempo em que mordia o meu pescoço.
Já estava quase gozando quando ele pediu que sentasse em seu colo. Fui obediente e cavalguei com vontade em cima daquele pau. Passaram-se quarenta minutos em uma viagem muito tranqüila, Beto me fudeu de todas as formas possíveis. Gozei com seu pau, seus dedos e sua língua. Sem dúvida a melhor viagem de trem que já fiz.
Chegamos ao entardecer em minha cidade natal. Tudo parecia muito calmo. As luzes já se acendiam e o céu era uma mistura de um tom rosa acompanhando as primeiras estrelas da noite.
- Preciso de companhia para tomar um banho de rio amanhã. Aceita? – Perguntou Beto.
-Tá combinado!
Beto e eu nos despedimos como dois velhos amigos.Caminhei pelas ruas de São João Del Rei sentindo a brisa da noite em meu rosto, inclinei a cabeça para trás e enchi os pulmões de ar, como Pedro costumava fazer em cima da moto. Naquele momento, boas lembranças tomaram novamente o meu pensamento.